terça-feira, 4 de maio de 2010

Ainda há a distância... aquele oco no corpo e um travo na alma. Ainda há uma má-vontade, um certo silêncio entre palavras. Ainda há um denso e seco movimento por entre as franjas da conversa... ainda há alguma possibilidade de mãos dadas, mesmo que aos tropeços, por qualquer caminho?

segunda-feira, 3 de maio de 2010

De repente, tudo me parece tao distante, tudo tao na primeira pessoa do singular: eu procuro, eu alimento, eu nutro, eu vou [ou eu nao vou...a depender da textura do chao]... algo suspenso...o gesto em suspenso...a linha ocupada... uma ausencia de gesto... um monte de palavras... a constancia de um apelido ... um fio condutor... o mesmo script, as cenas vividas, revividas, repetidas... uma coisa de nao-sei-o-que de vale a pena ver novo... uma historia velha numa velha historia que recomeça em mim... um medo doido que tudo seja apenas a antecipaçao da proxima queda: os meus joelhos machucados, o meu queixo machucado, as palmas das minhas maos machucadas... os meus olhos, a minha imagem no meu espelho de água, a minha mulher, a minha pessoa, a minha alma em pequenos pedaços por todos os cantos de mim... eu, a outra em mim...eu em partes de mim... eu, vc e essa indefiniçao... sem laços, sem abraços, sem respostas...

domingo, 2 de maio de 2010

Entrei...assim de peito aberto. Coragem? Não sei, talvez fraqueza. Aquela fraqueza que caminha de mãos dadas com a esperança...de que tudo não passa de um pesadelo, um não entendimento...(como ele mesmo falou) "viagem"! Entrei. Tem conversa ainda entre a gente? Se não for "aquele" assunto tem! "Aquele" assunto eh que ta na ordem dos meus dias, das minhas madrugadas, nessa angustia que me comprime a garganta... E tudo que eu queria agora era uma dose dupla de tequila, queimando o peito, ardendo o estômago... retirando da boca esse gosto amargo que dá quando a alma machuca no mesmo lugar de ontem... ferida que nem colo de mãe cura!

sábado, 1 de maio de 2010

De quando em vez me observo, quase à distância, perplexa e um pouco temerosa, indo inteira e quase desnuda viver o que antecipadamente sei que vai me machucar, que vai me ferir... Me vejo e me ponho indo... brincando por entre as labaredas da fogueira que se acende dentro e fora de mim... dançando a vida, celebrando a vida... nesse jogo de cara e coroa... nesse movimento de cara a cara, olho no olho do furacão... E eu fui... eu e todas as minhas possibilidades... eu e as minhas inseguranças, eu fui... eu e as minhas contradições...eu, meus hiatos e meus sonhos, minha vontade, alguns planos, uns rabiscos de amanhã ...Eu fui...inteira e nua, disponível... eu, as minhas carnes e pelos e essa pele delicada da minha alma... E percebo que tudo em mim vai se consumir, mais uma vez... o mesmo desenho num outro papel, uma nova textura, um outro contexto (o mesmo texto?) Que meus dragões e bruxas me reconstruam!