sábado, 1 de maio de 2010

De quando em vez me observo, quase à distância, perplexa e um pouco temerosa, indo inteira e quase desnuda viver o que antecipadamente sei que vai me machucar, que vai me ferir... Me vejo e me ponho indo... brincando por entre as labaredas da fogueira que se acende dentro e fora de mim... dançando a vida, celebrando a vida... nesse jogo de cara e coroa... nesse movimento de cara a cara, olho no olho do furacão... E eu fui... eu e todas as minhas possibilidades... eu e as minhas inseguranças, eu fui... eu e as minhas contradições...eu, meus hiatos e meus sonhos, minha vontade, alguns planos, uns rabiscos de amanhã ...Eu fui...inteira e nua, disponível... eu, as minhas carnes e pelos e essa pele delicada da minha alma... E percebo que tudo em mim vai se consumir, mais uma vez... o mesmo desenho num outro papel, uma nova textura, um outro contexto (o mesmo texto?) Que meus dragões e bruxas me reconstruam!

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